O que é verdadeiro
Dizem que o nosso corpo é uma espécie de prisão. Uma cela, feita de carne e osso, que aprisiona a nossa alma por um tempo indeterminado, até que sejamos libertados com o fim da vida. Eu discordo. Penso que, na verdade, estamos aprisionados em nossa própria mente, aprisionados naquilo que supomos ser a realidade. Nos preocupamos tanto com as aparências e em como o outro nos enxerga que no fim nunca reconhecemos nosso próprio reflexo. O espelho revela a nossa prisão de carne e osso. O reflexo da nossa mentira.
Mas então, como seremos capaz ver o nosso verdadeiro eu? Talvez esse seja o castigo imposto a humanidade pelos deuses. Viver uma eterna mentira, uma eterna busca de realização, de felicidade, de amor. Mas realização do que eu me pergunto? Qual o sentido se todos morreremos?
Você deve estar pensando que estou realizando reflexões sem sentido e melodramáticas. Pois está certo. Estou fazendo os mesmos questionamentos que muitos fizeram antes de mim. Mas que, na realidade, não encontraram a resposta. Acho que estou sendo pessimista. Alguns devem ter encontrado. Sim. E devem ter tentado compartilhá-la com a humanidade, mas não fomos capazes de ouvir, ou, se ouvimos, não fomos capazes de compreender. Estou também eu procurando a resposta, a solução para o sanar o desespero da minha própria existência. Meu nome é Lúcia e irei compartilhar com você a minha história. Espero sinceramente que você me escute e mais desesperadamente ainda, que me entenda.
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